Se eu pudesse escolher ser um animal, eu escolheria ser uma borboleta de asas rosas e azuis. O azul seria a esperança, e o rosa a paixão. Aproveitaria cada voo como se fosse o último. Deixaria quem passasse por mim, observar calmamente o brilho azul das minhas asas reluzir. Faria com que o rosa demonstrasse levemente a minha paixão pela liberdade e pela vida. Seria um ser inconstante, cheia de metamorfoses. Afinal, a vida é feita de metamorfoses. Faria com que cada mudança em mim, fosse a demonstração de que o cansaço de tanto aproveitar minhas batidas, serviu para algum aprendizado. E por mais que eu vivesse duas semanas ou três meses, quando chegasse ao fim, eu me orgulharia por ter feito de cada metamorfose uma simples passagem. E acima de tudo, estaria satisfeita por ter feito cada batida de paixão e esperança valer a pena. Heloísa Lynch — b-eating.